quinta-feira, 24 de julho de 2025

sobre a dor de perder (painho)

uma dor que arranca sangue

uma dor aperta o peito

uma dor que ocupa todos os espaços da minh'alma

a maior dor que eu já senti

uma dor inefável

painho deixou uma saudade eterna

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Em memória aos olhos de Maria (NOME FICTÍCIO)

Iniciei o meu estágio em um hospital há um pouco mais de dois anos. Lá estive frente à várias situações, histórias de vida daquelas que traziam dor, medo, esperança. Era um infinitude de sentimentos e emoções. Foi um espaço e foram pessoas que me ensinaram muito sobre a vida, sobre a sua essência e me inspiraram a encontrar grandeza nas coisas mais simples que há de existir. 
Hoje, mexendo na minha bagunça, deparei-me com esse papelzinho aqui. Foi como ter voltado àquele momento. Cheguei ao hospital e lá fui conversar com uma das minhas supervisoras, Laís Campos. Foi quando ela, com todo o seu cuidado, me falou que a nossa paciente que estava internada há meses na UTI teria falecido no último final de semana. Não sei se ela percebeu, mas me segurei para não chorar. 
Maria foi o codinome que escolhi por questões éticas de preservação da identidade da paciente e também por questões afetivas que tenho a este nome. E como diz a canção, ela tinha força, ela tinha raça, ela trazia no peito essa marca. Maria teria lutado dia-a-dia por meses naquele hospital. Maria fez amizade com a equipe de saúde. Maria tinha um sorriso fácil, era uma mulher doce. Maria era Maria. Maria deixou saudade. 
Sim! Eu senti muito pela sua perda. Sim! Eu fiquei no dilema: CHORAR x NÃO CHORAR. 
Era uma segunda-feira, na sexta-feira, eu teria feito o último atendimento. Lembro que fiz a evolução, cheguei em casa e escrevi sobre o que senti. Ao chegar em casa, eu escrevi isso. E deixo claro que não sou muito boa com as palavras, mas o gosto de fazer. Foi um jeito que aprendi de trabalhar as minhas angústias. 
Escrevi esses pequenos e singelos versos para falar de Maria e com o tempo fui reconhecendo os olhos dela em outras Marias e em Josés também. 

"Por vezes brilham, de um jeito encadeiam 
Por vezes sorriem
Sorriem mais do que a boca
Eles falam, ele tem disso
Mas, é preciso perceber:
Nossos olhos falam da nossa alma,
E assim como o sorriso
Eles também trazem dor.
Nossos olhos trazem vida
Mas, de alguma forma, eles anunciam a nossa finitude
Eles nos dizem: Chegou a minha vez!
É a minha hora. É fim!
É o fim da vida. 
Eles já não brilham mais.
E o fim da vida é dor 
É dor pra quem vai (e sabe que vai) 
Mas é também sossego (parte que acrescento hoje)
É dor para quem fica
É dor para quem precisa aprender sem
Mas é sossego também." 



segunda-feira, 23 de maio de 2016

Café com Leite

Não vou mentir que quando era pequena, eu adorava aqueles contos com um príncipe encantado, desses com cavalo branco e tudo mais. Daí fui crescendo e passei a ser fã dessas histórias de filme americano, as comédias românticas, isso sem contar os dramas. E continuava a imaginar como seria o meu.
E eu tive em mente uma coisa, a pessoa que eu quero namorar tem que minimamente ter o mesmo gosto musical que o meu, tem que gostar ao menos de O Teatro Mágico ou Los Hermanos e se tocar violão, melhor ainda (kkkkk o cara daquele filme que a gente assistiu sábado estava certo), tem que ser poético. Tem que ser romântico! Tem que até gostar de Psicologia...Tem que...
Até que a vida me mostrou que nem tudo é como a gente quer... e que a graça dela pode estar nisso.
Daí, eu topei com alguém bem o oposto de mim: um branquelo (Leite), eu Negra (Café), um nerd (lindo), gosto musical bem diferente do meu(ligado num tutis-tutis). Não sabe nada de violão, muito menos de Heiddeger e também não é muito fã de poesia. Tem um talento incrível para o desenho, enquanto eu só sei desenhar bonecos de palitinhos, é ótimo em Tecnologia, enquanto eu tenho a certeza de que fui feita para o tempo das Cartas. Não é muito de falar ou escrever, enquanto eu, nem precisa dizer...
Deus me mandou uma Calmaria enquanto eu sou a Tempestade (não é a toa que o meu sobrenome de clown-palhaço é esse).
E me mandou alguém que me faz rir, e que adora fazer bullying com o meu sotaque. E para mim, não há lugar melhor pra ficar do que quando estou deitada em seu peito, ali me sinto protegida e ficaria "até o mundo acabar".  E aí, eu entendo que a reciprocidade nem sempre é igualdade. Mas é um pouquinho que cada um dar de si para os dois. E com um tempo, a gente vai aprendendo a lidar com as diferenças e vai se reconhecendo um no outro. E isso é bom!
Então, não tem cavalo branco, mas tem aquele sentimento lindo, desses de ficar feliz só de pensar no cheiro da pessoa, no calor dela, no abraço apertado, no afago, no beijo que tira o fôlego.
E não é conto de fadas não, é o Conto da Gente, conto que a gente faz, conto que a gente sente.
Estou feliz de estar com você, estou feliz de sonhar com você. Estou feliz de ser teu par.

Te Amo, Gatts!



sábado, 21 de novembro de 2015

Menina de Fé

Achavas que seria mais fácil,
Dessa vez seria,
 Mas deveria acostumar,
 já era difícil que as coisas fossem fáceis em sua vida,
 Teve uma história de muitos desafios,
 E não era dessa vez que não haveria de ter.
Achavas que seria mais fácil, mas era uma menina de Fé, Fé e Perseverança.
 Fé e Esperança.
 Hoje, ela sente falta disso!
 Faz parte da sua essência
 E pode até estar oculto,
 Mas ela tem Fé que há de reencontrar a sua Fé,
 Ela ainda tem Fé, que há de fortalecê-la.
 Ela sabe que tudo é uma questão de tempo,
 Que as crises não vem por acaso,
 Ela sabe que isso há de passar,
Ela sabe que já está aprendendo.
Ela sabe que isso faz parte do caminho.
Porque ela ainda é uma menina de Fé!

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

"O amor é frágil, Ronnie. E nem sempre cuidamos dele muito bem. A gente se vira e faz o melhor que pode, e torcemos para que esta coisa frágil, sobreviva apesar de tudo."
Steve Miller

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Minha Herança: Uma flor!

Achei você no meu jardim
Entristecido
Coração partido
Bichinho arredio

Peguei você pra mim
Como a um bandido
Cheio de vícios
E fiz assim, fiz assim

Reguei com tanta paciência
Podei as dores, as mágoas, doenças
Que nem as folhas secas vão embora
Eu trabalhei

Fiz tudo, todo meu destino
Eu dividi, ensinei de pouquinho
Gostar de si, ter esperança e persistência
Sempre

A minha herança pra você
É uma flor com um sino, uma canção
Um sonho, nem uma arma ou uma pedra
Eu deixarei

A minha herança pra você
É o amor capaz de fazê-lo tranqüilo
Pleno, reconhecendo o mundo
O que há em si

E hoje nos lembramos
Sem nenhuma tristeza
Dos foras que a vida nos deu
Ela com certeza estava juntando
Você e eu

Achei você no meu jardim...


(Vanessa da Mata)