sexta-feira, 8 de novembro de 2013

em 17 de Dezembro de 2013


Aí que saudade que eu tenho daquele tempo,
que eu corria descalça e não me preocupava com nada!
Que eu construía casas, bonecas, sonhos, tudo isso no terreiro!
Eu adorava brincar com o barro!
Que me arrumava com o meu melhor conjunto para as noites de São João,
eu adorava sentar à beira da fogueira, e observar cuidadosamente aquelas chamas!
Ai que saudade daquele tempo
Que corria em direção aquelas luzes no meio da escuridão,
eram luzes que me guiavam e me chamavam,
Como eu adorava caçar vaga-lumes.
Ai que saudade do tempo
Que contava as estrelas e nelas descobria desenhos.
Existia magia, haveria de existir, naquele céu tão lindo, tão cheio de luz!
Ai que saudades do tempo em que eu lia Cassimiro de Abreu e me imaginava: "Como vai ser quando eu crescer.Sentirei tanta saudade assim?"Pois bem, meu amigo! Eis que há essa saudade, essa nostalgia. Quisera eu poder voltar no tempo, mas sou grata pelas memórias que eu tenho, as quais me trazem paz e sossego!
E para não perder o fio da meada, aí o vai o trechinho que eu mais gostava, por vezes, até cantava, e lembro-me lindamente da melodia que inventava: 

"(...)Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
— Que amor, que sonhos, que flores."  
Cassimiro de Abreu

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